Morte em Promissão: negado pedido do MP para prender delegado
Escrito por Gustavo Arantes Silva em 08/08/2024

Promissão – A Justiça negou, nesta quarta-feira (7), pedido da Promotoria de Justiça de Promissão (120 quilômetros de Bauru) para a decretação da prisão preventiva do delegado suspeito de atirar para tentar conter um suspeito de desacato na saída da festa do peão da cidade, na madrugada do último domingo (4). Um dos disparos teria atingido a adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, no pescoço, e ela não resistiu. Nesta quarta, uma manifestação pedindo Justiça reuniu dezenas de pessoas em Promissão.
Em nota, o Ministério Público (MP) informou que recorreu da decisão proferida na audiência de custódia realizada na segunda (5), que colocou em liberdade o delegado, e postulou decretação da prisão preventiva do investigado, nos mesmos termos do pedido formulado pelo promotor que se manifestou naquele ato.
“Vale ainda ressaltar que a Justiça reconheceu a legalidade do flagrante lavrado em face do delegado, mesmo tendo concedido a liberdade na audiência de custódia. A investigação seguirá agora o seu curso normal para a colheita das provas necessárias para as responsabilizações devidas”, declarou o órgão.
Também por meio de nota, o advogado Augusto Mendes Araújo, que defende o delegado juntamente com a advogada Ellen Pelarigo, afirmou que “é necessário, neste momento, aguardar o curso da investigação”. “Toda colheita das provas periciais comprovará a fatalidade deste triste episódio”, argumentou.
“O pedido de prisão levado ao Tribunal de Justiça por parte da Promotoria de Justiça, com pedido de liminar, foi prontamente indeferido justamente por entender o Tribunal Bandeirantes que não existe risco para as investigações a soltura do investigado. A defesa segue serena e confiante na justiça”, completa.
Conforme divulgado pelo JC, a Corregedoria da Polícia Civil apura se o disparo que atingiu a vítima partiu da arma do delegado, que foi apreendida. O policial civil chegou a ser preso em flagrante na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins, mas foi colocado em liberdade na segunda, após audiência de custódia.
A decisão da Justiça pela liberdade provisória dele foi condicionada ao cumprimento de medidas cautelares, como não frequentar Promissão e nem se aproximar de testemunhas e envolvidos no caso, além de comparecer mensalmente em Juízo, e também ao pagamento de fiança de 20 salários mínimos.
FONTE: FOLHA DA REGIÃO
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