Atlético-MG passa sufoco e chega às quartas da Libertadores precisando entregar mais

Escrito por   em 21/08/2024

Time faz jogo ruim na Arena MRV, tem gramado como adversário a mais, vence com gol de bola parada e conquista mais um degrau na busca pela Libertadores

 

“Se não é sofrido, não é Galo”. O ditado conhecido e repetido por todos os atleticanos teve mais uma noite de confirmação no capítulo da Libertadores na história do Atlético-MG. O time venceu o San Lorenzo por 1 a 0 e chegou as quartas de final da competição. Contudo, foi no sufoco e em uma noite ruim do coletivo atleticano.

Milito mexeu no time mais uma vez e colocou Bruno Fuchs, Zaracho e Alan Franco como titulares nos lugares de Saravia, Bernard e Fausto Vera. Eles foram as novidades em relação ao time que fez o primeiro jogo na Argentina. O restante dos 11 iniciais foram os mesmos: Everson, Bruno Fuchs, Battaglia, Alonso, Arana, Otávio, Alan Franco, Scarpa, Zaracho, Paulinho e Deyverson.

O Galo começou tendo mais a posse de bola, mas o jogo em nada era ofensivo. O time rodava a bola de um lado para o outro, sem nenhuma penetração na defesa argentina, que estava bem postada. A ligação direta era a alternativa. Já o San Lorenzo chegava com velocidade no contra-ataque.

Os argentinos tentaram de fora da área, em chutes de média e longa distância e levaram perigo. Ao fim do primeiro tempo, uma bola na trave de Leguizamón. O Galo teve uma finalização somente, com Paulinho em toda primeira etapa.

Milito fez substituições. Colocou Bernard e Vargas nas vagas de Zaracho e Deyverson, respectivamente. Apesar das mudanças, o início da segunda etapa seguiu o enredo do primeiro. O San Lorenzo teve as chances mais perigosas e obrigou Everson a trabalhar.

O momento era crítico na partida. O nervosismo da arquibancada chegou ao campo, e os jogadores erraram muitos passes. Battaglia foi providencial em bloqueio de finalização de Cuello dentro da área do Galo.

A torcida entendeu que o momento era de apoio e empurrar o time. que estava encurralado no campo defensivo. E foi assim que o Atlético chegou ao gol. Logo após salvar o que seria o gol do San Lorenzo, o volante/zagueiro marcou de cabeça, em batida de escanteio de Scarpa. Gol do respiro, do alívio, e da vaga para as quartas de final.

O Atlético está longe de apresentar o melhor futebol que teve desde que Milito chegou. Longe. Com foco nas copas e com o gramado ruim da Arena MRV como adversário a mais, o Galo vem fazendo o dever de casa como dá. Na média, mas com aprovação para a próxima fase, o time de Milito subiu para um degrau em busca da maior obsessão dos atleticanos na temporada.

FONTE: GE.GLOBO.COM


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