CEO do Atlético-MG classifica como “vergonhosos” atos na Arena MRV e indica soluções com biometria facial e vidro

Escrito por   em 13/11/2024

Os episódios vistos durante a final da Copa do Brasil, entre Atlético-MG e Flamengo, ainda repercutem. As cenas de vandalismo de parte da torcida atleticana dentro e fora da Arena MRV vão gerar mudanças no protocolo da administração do estádio, que está interditado. É o que garante o CEO do clube, Bruno Muzzi.

Na primeira entrevista após as confusões de domingo, que causaram a interdição da Arena MRV, o dirigente detalhou como acompanhou as situações em tempo real e as atitudes já tomadas pelo Atlético na identificação dos responsáveis.

Das invasões de torcedores sem ingresso, bombas arremessadas no gramado, até ofensas contra jornalistas e um caso de injúria racial. Agora, o clube tenta reverter a decisão de não poder atuar em seu estádio para atuar na Arena com os portões fechados, até o julgamento da denúncia.

— Foram atos lamentáveis em tudo que a gente viu aqui. Jamais era a intenção do Atlético que esse tipo de situação acontecesse. Tem muita coisa a ser pensada, a ser refletida, a ser mudada. A gente já conhece os erros que aconteceram. A pior coisa que poderia acontecer é a gente se isentar de responsabilidades ou apontar dedos. Precisamos assumir todos os pontos e ver o que a gente pode fazer daqui para melhorar.

— Acompanhei a operação desde meio-dia no centro de comando. Todas as ações estavam acompanhadas em tempo real. Começamos a apresentar os problemas por volta de uma hora, e as decisões foram sendo tomadas ali. O Atlético tem, nesse centro de comando, mais de 350 câmeras para a gente ter acesso à situação. Estamos monitorando, identificando todas as pessoas, o máximo de pessoas possíveis, para a gente poder punir.

– A polícia esteve aqui, com acesso a todas as câmeras. Estamos contribuindo totalmente para que a gente possa identificar e punir essas pessoas.

Outro passo a ser adotado é a revisão de todos os protocolos de operação do Estádio, reconhecendo que teve falhas no processo.

— Vamos revisar todos os nossos protocolos, obviamente. Protocolo de segurança, entrada, tipos de catraca. Tentaremos fazer uma melhor interpretação da lei do torcedor para que essa discussão, de segurança privada x segurança pública, seja levada com uma interpretação maior. Que não a polícia, que a força pública, seja somente uma força suplementar, mas que seja uma força em conjunto com a organização do evento.

— Muitas das bombas que aconteceram aqui, a gente imagina que tem acontecido pela invasão do estádio. O estádio, em seus acessos, teve diversas invasões na esplanada e depois essas pessoas vieram invadir os portões do estádio e a gente imagina que essas bombas vieram com essa turma de criminosos que invadiram o estádio – completou Muzzi.

 

Colocação de vidro na parte inferior, entre campo e torcida

 

Uma das medidas estudadas é a colocação de vidros, principalmente atrás dos gols, para evitar o contato de torcedores com jogadores e profissionais de imprensa, além de ser uma medida de segurança para evitar invasões.

— Estamos vendo que, a questão do vidro, não teremos como sair dessa situação. Esse estádio foi pensado na proximidade do público, mas não vai funcionar, a gente precisa realmente pensar nos vidros. Precisamos pensar no sistema de catracas mais robustas. Acho que muitas coisas precisam ser pensadas para a nossa realidade.

Em um primeiro momento, a ideia do clube não era colocar essa divisória. Com os episódios de domingo, Muzzi vê como um caminho inevitável. O Athletico-PR foi um dos pioneiros — em Arenas — e também adotou o uso de vidros na parte que fica a organizada.

— A punição dessas pessoas que arremessam também vão se intensificar. As câmeras já estão pegando. Não mediremos esforços para isso, seja dono de cadeiras cativa, dono de cadeira no Brahma oeste, de camarote. Aqueles que arremessam objetos, que as câmeras pegarem, nós seguiremos a punição, que passa por suspensão de 180 dias, e depois uma punição definitiva.

FONTE: GE.GLOBO.COM


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