Filhas da enfermeira Rita clamam por Justiça após três anos de espera

Escrito por   em 03/07/2024

Daniela, Emiliane e Laura, as três filhas da enfermeira Rita Fernandes Soares, brutalmente assassinada há três anos, ainda aguardam por Justiça.

O crime, cometido pelo próprio marido, N.B.daS., deixou a comunidade de Andradina em choque. E hoje, a família se encontra indignada com o descaso do Estado em relação ao andamento do processo judicial.

Rita Fernandes Soares, de 58 anos, foi morta de forma brutal no dia 4 de maio de 2021. O marido, em um ato de extrema violência, utilizou uma marreta, uma faca e um ferro de passar roupas para atacá-la. O crime ocorreu no quarto do casal, na residência localizada na rua Jesus Trujillo, ao lado da Escola “Josepha Jesus Carreira”.

Na tarde fatídica, vizinhos e familiares acionaram a Polícia Militar e os bombeiros, que socorreram Rita e a levaram para a Unidade de Pronto-Atendimento. Apesar dos esforços para reanimá-la, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu.

N.B.daS., de 54 anos, foi preso em flagrante pela Delegada de Defesa da Mulher e encaminhado à cadeia em Pereira Barreto. No entanto, em 2023, menos de dois anos após o crime, ele foi liberado provisoriamente e desde então, leva uma vida normal em Andradina. Essa decisão gerou revolta entre os conhecidos da vítima e a comunidade em geral.

“A vida não vale mais nada”, é a frase que ecoa entre as três filhas e os amigos de Rita, refletindo a profunda indignação com a liberação do assassino. A família da enfermeira expressa uma frustração crescente com a lentidão do processo judicial e a aparente falta de interesse das autoridades em garantir que a Justiça seja feita.

Segundo informações, N.B.daS. sofria de depressão na época do crime, o que, para muitos, não justifica a violência cometida. A família de Rita Fernandes Soares continua a lutar por Justiça, enfrentando a dolorosa realidade de que, até agora, o Estado não avançou significativamente no processo criminal. Eles clamam para que o caso seja tratado com a seriedade e urgência que merece, permitindo, enfim, que se faça Justiça pela enfermeira que perdeu a vida de maneira tão trágica.

 

FONTE: HOJE MAIS ANDRADINA


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